São três os tipos de laser usados hoje na depilação: o Alexandrite, o diodo e o Nd:YAG. A diferença entre eles está no comprimento de onda, respectivamente 755 nm, 810 nm e 1064 nm, e é esse número que determina quão fundo o feixe chega e quanta energia é absorvida pela melanina no caminho. Daí vem a regra prática da área: cada comprimento de onda atende melhor uma combinação de tipo de pele com tipo de pelo.
A luz intensa pulsada costuma entrar na mesma conversa, mas não é laser, e a distinção muda o que se pode esperar de cada aplicação.
Nenhum dos três é superior aos outros em termos absolutos. O que existe é adequação ao caso, e ela depende do seu fototipo, da cor e da espessura do pelo e da área tratada. Vamos por partes.
Quais são os tipos de depilação a laser
Os três comprimentos de onda usados na depilação são bem definidos e cada um tem um perfil de atuação:
- Alexandrite · 755 nm, o mais curto dos três. É o mais absorvido pela melanina, o que o torna eficiente em pelo fino e em pele clara
- Diodo · 810 nm, o meio-termo. Boa penetração e ótima resposta em pelo escuro e grosso, cobrindo uma faixa ampla de fototipos
- Nd:YAG · 1064 nm, o mais longo. Chega mais fundo e é o menos absorvido pela melanina da superfície, o que o torna a alternativa segura para pele mais escura e para pele bronzeada
A luz intensa pulsada costuma aparecer como quarto item dessa lista, e essa é a confusão mais comum: é uma tecnologia de luz, mas não é laser. A diferença técnica está algumas seções abaixo.
Qual a diferença entre laser de diodo, Alexandrite e Nd:YAG
A diferença prática é uma troca entre absorção e profundidade. Quanto menor o comprimento de onda, mais a energia é capturada pela melanina logo na superfície; quanto maior, mais fundo o feixe chega e menos ele é absorvido pela pele no percurso.
Isso explica o comportamento de cada um. O Alexandrite, por ser fortemente absorvido, entrega muita energia ao pelo e responde bem inclusive a fios mais finos, mas exige critério em pele pigmentada, porque a melanina da pele também absorve. O Nd:YAG faz o caminho oposto: atravessa a epiderme com menos absorção e alcança o folículo em profundidade, o que reduz o risco em pele escura, ao custo de ser menos eficiente em pelo fino. O diodo ocupa o meio do caminho e é o que costuma cobrir a maior variedade de casos.
O alvo, em todos eles, é o mesmo: a melanina do folículo. Se quiser revisar esse mecanismo antes de seguir, vale a leitura sobre como o laser age sobre o pelo.
Qual laser serve para cada tipo de pele
A lógica é a relação entre a melanina da pele e a melanina do pelo. O laser precisa encontrar contraste: quanto mais escura a pele, menor esse contraste e maior o cuidado necessário na escolha do comprimento de onda e da energia.
Na prática clínica, a correspondência mais aceita é: Alexandrite para peles mais claras, diodo para uma faixa ampla que vai das claras às intermediárias, e Nd:YAG como alternativa segura para peles mais escuras e para pele bronzeada. Esse último ponto pesa muito em Manaus. Aqui o sol é constante, o fim de semana de praia de rio faz parte da rotina e a pele passa boa parte do ano com algum grau de bronzeado, o que muda a conduta em relação ao que se lê em conteúdo produzido para regiões de clima frio.
Pele mais escura não é impedimento, e sim critério de escolha. Esse é o assunto do texto sobre depilação a laser em pele negra, que detalha o cuidado com fototipos mais altos.
Laser e luz pulsada são a mesma coisa
Não. O laser emite um comprimento de onda específico, concentrado em um alvo definido. A luz intensa pulsada emite uma faixa ampla de comprimentos de onda, ajustada por filtros, e a energia acaba distribuída entre estruturas diferentes da pele, não apenas o folículo.
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, as duas tecnologias podem oferecer resultados satisfatórios na remoção de pelos. A diferença está na seletividade: o laser concentra energia em um comprimento de onda e em um alvo definido, enquanto a luz pulsada distribui a energia por uma faixa mais ampla. Por isso, em pele mais pigmentada, em que a melanina da superfície concorre com a do folículo, a precisão do comprimento de onda ganha peso, e a escolha da tecnologia é feita em avaliação.
O laser funciona em pelo claro ou grisalho
Funciona menos, e vale dizer isso com clareza. O alvo do laser é a melanina, e o pelo branco praticamente não tem melanina, o que deixa a energia sem onde ser absorvida. Nenhum ajuste de comprimento de onda resolve essa limitação.
Pelos loiros claros e ruivos ficam em uma zona intermediária: têm algum pigmento, respondem de forma parcial e costumam pedir mais sessões, com resultado menos previsível. O oposto também é verdade, e é o que explica a boa fama da axila e da virilha: pelo escuro e grosso sobre pele com contraste é a melhor combinação possível para o laser.
Qual o melhor laser para depilação
Não existe resposta fora do contexto da sua pele. O que existe é o comprimento de onda mais adequado para o seu fototipo, para a cor e a espessura do seu pelo e para a área tratada, e essa definição é feita na avaliação, com a pele e o histórico da paciente em mãos.
Por isso, equipamentos que reúnem mais de um comprimento de onda ganharam espaço: eles permitem alternar a tecnologia conforme a região do corpo e conforme a pele responde ao longo do tratamento, sem trocar de aparelho. O resultado esperado, em qualquer dos três, é redução progressiva e duradoura dos pelos, nunca a promessa de que nenhum fio volta a nascer.
Na We Clinic
A depilação a laser da clínica é feita com o Cristal 3D, que reúne os três lasers no mesmo equipamento (Alexandrite, diodo e Nd:YAG) e tem ponteira fria com criogenia, que resfria a pele durante a aplicação e torna a sessão mais confortável. Essa combinação permite atender fototipos variados, inclusive pele bronzeada e pele mais escura, e escolher o comprimento de onda que faz sentido para cada caso.
O atendimento é conduzido por Mônica Mira, fisioterapeuta, sempre por agendamento. A avaliação inicial define a tecnologia, a intensidade e o intervalo entre as aplicações, e a quantidade de sessões segue o ciclo do pelo de cada área, como no caso da virilha, que costuma pedir uma sequência mais longa. Conheça a depilação a laser da clínica ou fale com a equipe pelo WhatsApp pelos canais de contato.
Fontes:
- Depilação a laser · Sociedade Brasileira de Dermatologia
- Laser · Sociedade Brasileira de Dermatologia
- Estudo comparativo de uso de Laser de diodo (810nm) versus luz intensa pulsada (filtro 695nm) em epilação axilar · Surgical & Cosmetic Dermatology, Sociedade Brasileira de Dermatologia, 2010
Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação. A indicação de qualquer tecnologia ou tratamento é sempre clínica, definida em consulta.
Perguntas frequentes
Posso fazer depilação a laser com a pele bronzeada?
A pele recém bronzeada tem mais melanina na superfície e concorre com o pelo pela energia do laser, o que aumenta o risco de irritação e mancha. A orientação usual é evitar exposição solar na semana anterior à sessão. Quando o bronzeado é inevitável, a conduta é adiar ou usar um comprimento de onda menos absorvido pela pele, decisão que cabe à avaliação.
Tenho tatuagem na área. Posso fazer depilação a laser?
A área da tatuagem não recebe a aplicação, porque a tinta absorve a energia do laser e pode queimar. O restante da região costuma ser tratado normalmente, com a tatuagem protegida e contornada durante a sessão. Avise a equipe na avaliação, inclusive sobre tatuagens antigas e pequenas, para que o planejamento já considere isso.
Preciso escolher o tipo de laser antes de agendar?
Não. A escolha do comprimento de onda é técnica e depende do seu fototipo, da cor e da espessura do pelo e da área tratada. Ela é feita na avaliação, com o histórico de pele em mãos, e pode ser ajustada ao longo do tratamento conforme a resposta observada sessão a sessão.
O laser usado na perna é o mesmo do rosto?
Nem sempre. Áreas de pele mais fina e sensível, como o rosto, e regiões com pelo mais claro ou fino costumam responder de forma diferente de áreas com pelo escuro e denso, como perna, axila e virilha. Além do comprimento de onda, muda a regulagem da energia. O planejamento considera cada área separadamente, mesmo quando a sessão trata várias delas.
O tipo de laser muda o número de sessões?
O que mais pesa no número de sessões é o ciclo do pelo, não a tecnologia. O laser age sobre o fio em fase de crescimento, e por isso o tratamento é feito em etapas espaçadas. Na virilha, por exemplo, a referência costuma ser de 6 a 10 sessões. A escolha adequada do comprimento de onda melhora a resposta, mas não dispensa a sequência de aplicações.
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